Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

A SportTV está a benfiquizar-se cada vez mais


Este fulano chama-se Rui Amaro e foi durante alguns anos comentador da BTV. Não era, dentro do que é possível ser-se no canal de um clube, um mero analista técnico do futebol jogado ou um comentador "isento": nunca se imiscuiu de exaltar o seu benfiquismo e de diminuir os rivais do seu clube. E estava no seu direito. Foi, recentemente, contratado com...o comentador supostamente isento da SportTV.

Este não o primeiro caso de um comentador formado e maturado na madrassa do nacional-benfiquismo que evolui para um posição de suposta isenção, que depois aproveita para servir os interesses do seu clube. Os dois mais conhecidos são Rui Pedro Braz e Luís Aguilar.

Que Rui Amaro, sendo fanático pelo Benfica, esteja disposto a servir o seu clube em qualquer canal, é perfeitamente compreensível. Que a Sport TV esteja disposta a dar palco à versão 3.0 de Rui Pedro Braz, é inaceitável. Mas não se poderia esperar outra coisa de um canal que, ainda recentemente, rejeitou a possibilidade de o FC Porto ter mais 24 horas para descansar após uma extenuante jornada europeia.

[A foto é do Notícias de Coimbra]

Um dos maiores desastres aéreos em solo português aconteceu há 40 anos


O maior desastre aéreo da TAP e um dos maiores desastres aéreos ocorridos em solo português aconteceu há 40 anos, no dia 19 de Novembro de 1977. O voo TP425 da companhia aérea portuguesa não conseguiu travar na pista a tempo de evitar uma queda fatal para 131 das 164 pessoas a bordo.

Na noite de sábado de 19 de Novembro de 1977, o voo TAP Portugal 425 despenhou-se no Funchal, na ilha da Madeira, com 156 passageiros e oito tripulantes a bordo. Morreram 131 pessoas, incluindo seis dos oito tripulantes.

O comandante do Boeing 727-200, João da Costa Lontrão, tentou por duas vezes aterrar na difícil pista do Funchal mas por duas vezes desistiu. Era uma noite chuvosa, com ventos instáveis e equacionou-se divergir o voo para o aeroporto de Las Palmas, na Gran Canaria. Não sem antes tentar uma terceira vez.

O aparelho despenhou-se no final da pista número 24 do aeroporto de Santa Catarina às 21h48. O trem de aterragem só tocou na pista 323 metros depois do ponto de toque de segurança e, devido à água que se acumulou no solo, não conseguiu travar. Derrapou para fora da pista e caiu na praia, junto ao mar, dividindo-se em dois, entre uma ponte de pedra e a água.


Quatro décadas depois, restam as homenagens e a memória dos familiares e amigos das vítimas. Entre as 131 vítimas mortais do acidente, estava João Melo e a família, Lurdes, a esposa, e Mafalda, a filha do casal, ainda criança.
O Notícias ao Minuto falou com Dulce Trindade André, afilhada do casal, que residia em Cascais e com quem Dulce chegou a morar. Agora com 50 anos, Dulce era uma criança de 10 anos na altura e refere que a memória que guarda do acidente é mais sentimental do que exacta.

“Coincidiu com os anos do meu pai, o acidente foi no dia em que o meu pai fazia anos. Lembro-me da tristeza que foi terem perdido os amigos. Lembro-me mais das emoções do que propriamente dos pormenores”, começou por contar-nos Dulce.

Os pais de Dulce e a família de João Melo, na altura um homem com pouco mais de 30 anos, mantinham uma amizade próxima, tendo Dulce, inclusive, chegado a morar com os padrinhos. No dia do acidente, no entanto, estava em França com os pais e a trágica notícia só chegou dias mais tarde via carta. De todas as memórias que guarda dos padrinhos, recorda com pesar um momento contado pela avó de Mafalda, já em Portugal.

“A Mafalda viajava muito e adorava viajar de avião com os pais. Na véspera dessa viagem é que estava muito renitente em ir”, relata Dulce, recordando como a avó da criança contou que, na véspera do voo, a menina não queria ir com os pais para a Madeira.

“Algumas coisas ficaram para sempre, a Mafalda na véspera da viagem agarrar-se à avó para não a deixar viajar com os pais é uma delas”, partilha.

Corpos do comandante e do copiloto nunca foram encontrados

O voo tinha origem em Bruxelas com destino ao Funchal, tendo efectuado uma escala intermédia em Lisboa, de onde partiu com 164 pessoas a bordo. A aeronave ficou quase totalmente destruída devido à explosão e consequente incêndio, excetuando a secção da cauda, que permaneceu sobre a ponte.


“De um total de 164 pessoas a bordo sobreviveram 33, morreram 122 e desapareceram nove, presumivelmente mortos”, pode ler-se no relatório final da Direção-geral de Aeronáutica Civil, atual Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC).


O relatório final da comissão de inquérito aberta ao acidente apontou como causa provável “a impossibilidade de desacelerar a aeronave até à paragem do comprimento da pista, devido, provavelmente, aos seguintes fatores: condições meteorológicas muito desfavoráveis no momento da aterragem, existência possível de condições para hidroplanagem, velocidade de aterragem de mais de 19 nós, aterragem comprida motivada por um longo ‘flare’ e correção direcional brusca após toque na pista”.

A existência de hidroplanagem, ou seja, as rodas do avião terem deslizado por causa da água na pista, foi refutada por alguns sobreviventes e testemunhas, dizendo, até, que houve uma travagem antes da queda. A TAP, na altura, apontou também, através de relatório interno, as más condições da pista, incluindo as condições de escoamento de água, algo que não foi mencionado no relatório oficial.


João Lontrão, o comandante, na altura com 34 anos, e o copiloto, Miguel Guimarães Leal, estavam ao serviço há mais de 13 horas, faziam o quinto voo do dia, sendo o cansaço também apontado como uma possível causa. Os corpos do comandante e do copiloto nunca foram encontrados, assim como os de outras sete vítimas.

O período de horas máximo de voo para pilotos foi entretanto alterado de 17 horas para 13 horas. Os 1.600 metros da pista número 24 foram também ampliados por duas vezes, na sequência do acidente.


O Barão da Porta 18 já está em formação


Depois da Falsa Lista do Daily Mail, o novo esquema do Apito Dourado


Um cartilheiro encornado a contas com o proxenetismo


Corrupção encornada e a matemática

Gosto do tipo de ensino moderno, mais prático, em que a matéria é dada com exemplos do dia-a-dia. Ontem o TPC de matemática do meu enteado era este:

‘O advogado pediu 7 bilhetes jeitosos para o observador de árbitros. A relações públicas destinou 27 ingressos a um responsável pelas nomeações de delegados.

O administrador solicitou 3 entradas para um dirigente da Liga cheio de moral.

O vice-presidente mandou entregar 9 passes a um juiz que vai julgar um caso que interessa ao clube.

Sabendo que o Estádio leva 65 647 espectadores e ficaram 27 659 lugares vazios, calcule as probabilidades do Barbas estar sentado ao lado de um corrupto’.

Assim dá gosto aprender.

Taça de Portugal ou Taça do Capela?

Bastou o Barão da Porta 18 (aquela história dos 10 Kg de droga dentro do estádio da Luz ainda está muito mal contadinha) pedir e logo os tipos que mandam nos árbitros lhe fizeram a vontade: Capela voltou a apitar o seu clube ou o clube que muito dele gosta. O resultado? Já todos sabemos. Expulsão e  penalty perdoados aos de lisboa. Normal e habitual.



Desconto de tempo. Para recordar

Chaves-boifica: 0-1 97 min.
Rio ave-boifica: 1-1 95 min.
Boavista-boifica: 2-1 96 min.
Marítimo-
boifica: 1-1 96 min.
...

7 min.?! É uma vergonha, vou já mandar um mail ao piriquito...

Esquecem-se quem eliminou na época passada o Estoril nas meias finais com um golo 2 metros offside. Querem ser moralistas mas são uns sem vergonha.
Roubaram forte e feio o Estoril na época passada para a taça de Portugal e foram à final há custa do padre de Fafe o lampião Jorge Ferreira .
É bom recordar como a máfia corrupta vigarista chegou à final do Jamor , um golo em fora de jogo escandaloso do grego Mitrogolou validado pelo vermelho de Fafe Jorge Ferreira e sua equipa de arbitragem, validaram um golo irregular .

Coisas que acontecem no acampamento

Sublime Alentejo… verde!

Estou assim

A guerra do FC Porto contra o Benfica tornou-se um livro. O resumo das acusações em oito capítulos (via Observador)

Assinado por Francisco J. Marques e Diogo Faria, do FC Porto, o livro "O Polvo Encarnado" traça uma teia de ligações entre dirigentes desportivos, árbitros, comunicação social e o Benfica.



Um polvo, como se sabe, é um animal invertebrado que se destaca pela exuberância dos seus oito tentáculos revestidos de ventosas. Gosta de se movimentar pelos fundos dos mares e mexe-se bem entre rochas, alcançando alguns dos buracos mais recônditos com os tentáculos. Distingue-se pela sua capacidade de camuflagem, ajustando a cor da pele em função das necessidades. Quando se sente ameaçado, expele uma tinta escura que repele os predadores. Não por acaso, já há vários anos que se associa as características deste cefalópode à máfia. Metaforicamente, o Benfica é um polvo.”

Assim começa o livro O Polvo Encarnado, assinado por Francisco J. Marques e Diogo Faria, ambos do departamento de comunicação do FC Porto. O objeto da obra é anunciado na contracapa e vai ganhando forma ao longo das 198 páginas que compõem o livro: “Manipulações, dissimulações, compadrios e influências ilegítimas. A história do futebol português nos últimos anos é negra, mas tem de ser contada e bem conhecida. Os tentáculos do Polvo Encarnado chegam a todos os recantos da sociedade, manipulando a verdade desportiva e fomentando um clima de ódio entre clubes”.

Na apresentação da obra, que decorreu esta sexta-feira, Francisco J. Marques resumiu assim o espírito do livro: “As trapalhadas são tantas que me parece completamente irreal que o Benfica possa escapar ileso. Todas as semanas têm sido conhecidas novas práticas muito duvidosas. São tantas coisas que me parece impossível que não venha a acontecer nada. Acima de tudo está-se a ferir a forma como os adeptos de futebol olham para a competição. É o futebol português que está em causa”.

Neste livro, dos dois responsáveis do FC Porto, desfilam personagens ligadas ao universo benfiquista e actuais e anteriores dirigentes desportivos, alegadamente comprometidos numa teia de corrupção e de tráfico de influências cujo único propósito seria garantir o domínio encarnado no futebol português. Existem referências a conspirações, pressões e e-mails possivelmente comprometedores — os mesmos que Francisco J. Marques, ex-jornalista e diretor do departamento de comunicação do FC Porto, tem revelado no seu espaço habitual de comentário no Porto Canal.

Revelações sempre contestadas pelo Benfica, que nega todas as acusações e chegou a apresentar uma providência cautelar contra a divulgação de mais e-mails, pedindo indemnizações de um milhão de euros por cada mail revelado. Providência que acabou por ser chumbada pelo tribunal.

“O controlo das instituições do futebol”…

O primeiro capítulo, aliás, conta como o Benfica terá, alegadamente, posicionado ao longo da última década e meia “tropas” leais nos órgãos de decisão da Liga de Clubes e da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), numa suposta tentativa de garantir o controlo desportivo das competições de futebol.

O controlo das instituições do futebol português pelo Benfica resulta, no fundo, de uma teia de relações e de uma colonização de lugares-chave de certos organismos que foram levadas a cabo ao longo da última década e meia e que proporcionaram: a circulação de informação privilegiada; a obtenção de benefícios para o clube; em última análise, vantagens no domínio desportivo”, resumem os autores, para logo depois concluírem: “Isto tem um nome: tráfico de influências“.

A primeira personagem deste capítulo é Cunha Leal, antigo vice-presidente do Benfica e director da Liga de Clubes entre 2002 e 2006. Os autores dão particular destaque ao episódio que envolveu a deslocação dos encarnados ao terreno do Estoril, quando corria a época de 2004/2005. O jogo acabaria por se realizar no Estádio do Algarve, com a luz verde de Cunha Leal. O encontro era decisivo para ambas as equipas: à 29ª jornada do campeonato (disputado em 34), o Benfica liderava o campeonato com um ponto de vantagem para Sporting e Sporting de Braga e a quatro do FC Porto; o Estoril, por sua vez, lutava para não descer e tinha conquistado 21 dos seus 26 pontos somados até então em casa. O clube da Luz acabou por vencer por 2-1, sendo que o Estoril acabou reduzido a nove unidades. “Tudo foi caricato neste jogo, até o calçado do árbitro Hélio Santos, de Lisboa, que foi cedido pelo Benfica”, alegam os autores do livro.

Nessa altura, contam, António Figueiredo, “benfiquista fanático e antigo vice-presidente do clube da Luz”, era presidente da SAD do Estoril. Além disso, até Outubro de 2004, José Veiga, então diretor-geral do futebol do Benfica, tinha sido acionista maioritário (80%) da SAD do Estoril. Tudo somado, concluem, “Veiga e Figueiredo eram, face ao Benfica e ao Estoril, duas figuras híbridas, cujas posições de destaque na condução desportiva dos respetivos clubes teciam uma inevitável teia de interesses entre a Segunda Circular e o António Coimbra da Mota”.

… e aquele Benfica-Estoril no Algarve

Francisco J. Marques e Diogo Faria rematam todo o episódio do Estoril-Benfica com as declarações de Carlos Xavier, à data treinador-adjunto do Estoril, sobre o jogo. “‘No Estoril, por exemplo, quando fui adjunto do Litos, passei por uma situação incrível. O presidente deixou que a equipa descesse para a segunda divisão a troco de ir jogar com o Benfica ao Algarve apenas por causa da receita. Perdemos porque dentro do campo as coisas estavam todas feitas, ao ponto de mais tarde eu e o Litos termos sido ouvidos pela Polícia Judiciária sobre o que se tinha passado. O jogo foi comprado, ou vendido, neste caso. Os jogadores choraram no balneário'”, citam os autores, remetendo para uma entrevista do treinador ao jornal Record.


As ligações à Liga de Mário Figueiredo

Mário Figueiredo, “um quase desconhecido advogado do Porto” que assumiu a presidência da Liga de Clubes em 2011, é outro dos visados neste livro. Os autores recuperam vários e-mails a que tiveram acesso — num deles, Mário Figueiredo terá mesmo assumido ao líder encarnado que estava do “‘seu lado'” — para tentarem provar que o Benfica havia montado há muito um suposto esquema de tráfico de influências, com o objetivo, por exemplo, controlar a nomeação dos delegados da Liga, cuja função é avaliar o desempenho dos árbitros, e, com isso, manipular todo o processo de nomeação dos juízes.

Com Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD do Benfica, como suposto interlocutor, Mário Figueiredo terá acudido a vários pedidos do clube da Luz. À medida que vão citando várias conversas mantidas entre o então presidente da Liga de Clubes e o responsável encarnado, os autores concluem: “O Benfica tinha poder (autoridade, pelo menos) para sugerir nomeações de delegados. E o presidente da Liga era de tal forma submisso que até perguntava se havia mais pedidos. Maior promiscuidade entre um clube e as instituições que gerem o futebol é difícil de imaginar”.

As acusações mais graves, no entanto, acabam por recair sobre Carlos Deus Pereira, à data presidente da Assembleia-Geral da Liga de Clubes. Com base em troca de correspondência eletrónica a que tiveram acesso, os autores sugerem que Deus Pereira passava informação confidencial da Liga de Clubes a Pedro Guerra, comentador desportivo e antigo responsável pelos conteúdos da Benfica TV.

Mais do que isso, Deus Pereira terá passado ao benfiquista comunicações escritas de Fernando Gomes, então presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Mais precisamente, “132 SMS enviadas e recebidas por Fernando Gomes entre 26 de junho de 2010 e 12 de setembro de 2011″, como forma de o “ter na mão”.

O caso das SMS de Fernando Gomes que vão parar à caixa de correio eletrónico de Pedro Guerra é uma espécie de cereja no topo do bolo dos exemplos de controlo das instituições do futebol português pelo Benfica. O próprio facto de ser alguém com a irrelevância institucional de Guerra a receber estes documentos é altamente significativo: a ascendência da turma de Vieira sobre as autoridades do futebol português é de tal forma grande que até alguém como Pedro Guerra, que gosta de se apresentar como um mero colaborador do clube, tem acesso a este tipo de contactos e de informação. (…) Nem com muita criatividade seria fácil conceber um mecanismo mais totalitário e ao mesmo tempo eficaz de controlo de quem manda no futebol português”, escrevem os autores.

O Conselho de Arbitragem de Vítor Pereira

Vítor Pereira é a personagem principal do capítulo dois do livro de Francisco J. Marques e Diogo Faria, inteiramente dedicado à suposta influência do Benfica na arbitragem portuguesa. Segundo os autores, os indícios recolhidos provam que “Vítor Pereira, enquanto presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, estava ativamente (e não apenas passiva ou tacitamente) ao serviço do Benfica“.

Os autores não só questionam “as promoções e nomeações esquisitas” de árbitros que decorreram durante a era Vítor Pereira, como chegam mesmo a afirmar, com base em testemunhos de antigos árbitros como Marco Ferreira, que o então responsável pela arbitragem tomava diligências junto de árbitros nomeados para jogos do Benfica para que estes favorecessem os encarnados.

Um dos testemunhos citados, de Marco Ferreira, precisamente, chegou a ser notícia no Diário de Notícias: “‘Não vou dizer que o Benfica pede ao Vítor Pereira que fale com os árbitros para favorecer o clube. Não digo isso. O que digo é que ele faz isso porque sabe que o Benfica é o único clube que o apoia. Por isso, não quer que nenhum árbitro que não goste do Benfica apite os seus jogos. O Benfica nunca falou comigo e nunca pediu para os favorecer. Mas Vítor Pereira sim‘”, afirmou então Marco Ferreira.

José Ferreira Nunes surge, nesta obra, como agente ativo neste alegado esquema de tráfico de influências. O então responsável pela secção de classificações do Conselho de Arbitragem está ligado, alegam os autores, a “algumas das maiores polémicas dos últimos anos”.

Para sustentarem a acusação, Francisco J. Marques e Diogo Faria lembram o processo administrativo que esteve na origem da manutenção do árbitro Paulo Batista, supostamente próximo do Benfica, na primeira categoria da arbitragem, mesmo depois de ter sido despromovido pela má classificação na época 2012/2013. Também recordam a despromoção do árbitro internacional Marco Ferreira, duas semanas depois de apitar a final da Taça de Portugal, por alegada pressão de Luís Filipe Vieira.

No entanto, a despromoção de Rui Costa acaba por ser, para os autores, a maior evidência da influência do Benfica na arbitragem portuguesa. Os autores recorrem a um e-mail enviado por Nuno Cabral, delegado da Liga, a Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD do Benfica, e a Luís Filipe Vieira com 11 erros cometidos pelo juiz num jogo entre FC Porto e Benfica (10 de Maio de 2014), que os portistas venceram por 2-1. Vieira terá respondido assim: “‘Paulo, devíamos participar deste artista, pois brincou com o Benfica. Temos de dar-lhe cabo da nota‘”.

Das palavras do presidente encarnado à prática foi um pequeno passo: o Conselho de Arbitragem reviu a nota de Rui Costa, que passou de 3.5 para 2.o. Segundo o jornal O Jogo, foi a maior descida de sempre e não há dúvidas de que esta situação completamente anómala resultou da capacidade de influência das ‘autoridades de Carnide‘”, sugerem os autores.

Por tudo isto, Francisco J. Marques e Diogo Faria concluem que o Benfica soube construir uma “rede de influências tentacular que lhe granjeia o controlo do setor da arbitragem”, a quem é “inevitável associar ” as figuras de Vítor Pereira e Ferreira Nunes, responsáveis por “nomeações incompreensíveis”, “descidas de árbitros que não caíam no goto do clube da Luz”, “manutenções de outros que eram do seu agrado” e pelo “‘apuramento da raça‘ a que corresponde uma nova geração de juízes aparentemente alinhada com os interesses encarnados”.

“A Aberração do Apito Dourado e a Justiça Desportiva”

No terceiro capítulo, os autores esforçam-se por desmontar a forma como o processo “Apito Dourado” foi conduzido na justiça desportiva, pelo “benfiquista de Canelas” e então presidente do Comissão Disciplinar da Liga, Ricardo Costa, e por denunciar uma série de injustiças cometidas contra os principais adversários do Benfica, cujo corolário foi a suspensão dos jogadores do FC Porto Hulk e Sapunaru, na época 2009/2010.

A estes factos, Francisco J. Marques e Diogo Faria juntam os casos já relatados de ofertas de convites para jogos do Benfica a outros agentes desportivos — delegados e responsáveis pelos órgãos de disciplina da Liga e da FPF — para construirem a alegada teia de influências do Benfica também na justiça desportiva.

Um dos exemplos citados pelos autores é o de uma troca de e-mails entre João Pedro Simões, antigo delegado da Liga, em que este pedia entradas para o Benfica-Nacional da Madeira, e Paulo Gonçalves, assessor jurídico da SAD encarnada. Perante o pedido de João Pedro Simões, Gonçalves transmitiu instruções para que tudo fosse tratado.

“‘Desenrasca por favor. Ele era também delegado da Liga e foi suspenso por dois anos após um processo disciplinar instaurado então pela CD da Liga por não ter relatado uns fatos (sic) no túnel de acesso aos balneários aqui no Estádio da Luz. Com essa omissão, safou-me a mim e ao Nuno Gomes de um sanção, mas lixou-se. É boa gente, benfiquista indefetível e sempre foi defensor na blogosfera do nosso estimado líder‘”, escreveu então Paulo Gonçalves, citado pelos autores do livro.

Perante isto, Francisco J. Marques e Diogo Faria concluem que o Benfica, “para além de ser muito eficaz a chegar às pessoas certas aos lugares certos, é também bastante generoso a premiar ilegitimamente todos aqueles que contribuem para a sua quase imunidade disciplinar”.

A justiça desportiva tem sido incapaz de cumprir com aquele que devia ser o seu objetivo fundamental: o clássico ‘Suum cuique tribuere’, ou seja, dar a cada um aquilo que lhe pertence. E, como acontece em relação ao controlo das instituições do futebol e à arbitragem, o que parece estar na base desta disfuncionalidade é uma rede de influências que se ramifica a partir do Benfica e que atinge em força, pelo menos, uma parte dos decisores disciplinares”, concluem.


“O Controlo da Imprensa”

No quarto capítulo, os autores estabelecem uma ligação casuística entre a concentração dos órgãos de comunicação social em Lisboa, assim como a suposta proliferação de comentadores desportivos afetos ao clube da Luz, a um suposto tratamento mediático mais favorável ao Benfica.

À medida que vão elencando casos de “promiscuidade” entre jornalistas, responsáveis editoriais, comentadores e pessoas ligadas ao Benfica, Francisco J. Marques e Diogo Faria dão como exemplo a entrevista tradicional de Luís Filipe Vieira ao jornal A Bola, por altura do Ano Novo, já quase “tão entranhada como comer doze passas à meia-noite”.

Asseguram os autores que, “em meados de Dezembro, um jornalista envia um conjunto de perguntas ao diretor de comunicação do Benfica, Luís Bernardo“, que as remete para António Galamba, “o escritor-fantasma dos discursos” de Luís Filipe Vieira e ex-dirigente socialista. Galamba, continuam, escreve uma “primeira versão” das respostas, devolve-as a Luís Bernardo, que as revê e entrega a Vieira. Neste processo de revisão, intervêm ainda Domingos Soares Oliveira, administrador executivo da SAD do Benfica, e Paulo Gonçalves, que entregam a versão final.

Ou seja, a intervenção de Luís Filipe Vieira neste trabalho é quase tão grande como a do próprio jornalista: quase nula. O que é vendido ao leitor com um trabalho jornalístico — uma entrevista, por definição, resulta da interação entre um entrevistador e um entrevistado — não passa, afinal, de um instrumento de pura propaganda (…) e de um artigo de opinião travestido”, sugerem.

Os autores dão ainda outro exemplo: a “14 de Novembro de 2016, o diretor de comunicação do Benfica, Luís Bernardo, começou a preparar um ciclo de almoços de Natal de Luís Filipe Vieira com jornalistas, na linha de uma prática que já vinha sendo hábito desde os tempos de João Gabriel. A lista de alvos incluía diversos órgãos de comunicação social e algumas personalidades em concreto, por esta ordem: A Bola, Record, O Jogo, Sport TV, SIC, RTP, TVI, Diário de Notícias e Jornal de Notícias (apresentados como um conjunto), Expresso, Rui Santos, João Bonzinho e Rui Pedro Braz”. Perante isto, concluem, “estamos perante um caso flagrante de fomento de intimidade entre Vieira e a comunicação social que parte do próprio”.

Esta ascendência do Benfica sobre a comunicação social tem como consequência a possibilidade de o clube da Luz condicionar a seu bel-prazer a formação da opinião pública, gerando um círculo vicioso de transmissão de informação e propaganda entre clube, imprensa e adeptos”, resumem Francisco J. Marques e Diogo Faria.


A estratégia das “cartilhas”

No quinto capítulo, inteiramente dedicado às cartilhas que tanto alimentaram as polémicas no futebol português, os autores acusam os responsáveis benfiquistas de tentarem, com esta estratégia, condicionar a pluralidade de opinião no Benfica, influenciar os adeptos benfiquistas e condicionar a formação da opinião pública.

Segundo Francisco J. Marques e Diogo Faria, que tiveram acesso a vários e-mails trocados entre responsáveis e comentadores afetos ao Benfica, o autor destes documentos é Carlos Janela, que depois os remete para vários “cartilheiros”, assim designados pelos autores do livro, que vão desde dirigentes de topo do Benfica, passando por comentadores que representam as cores do Benfica em canais de televisão generalistas, e a jornalistas como José Manuel Freitas, José Nunes e Rui Pedro Braz, que recebem os documentos no dia dos debates em que participam.

A única à exceção à regra, asseguram, é Pedro Guerra, “que parece funcionar como uma espécie de pivô na gestão desta informação, recebendo todos os ficheiros, por vezes mais do que um por dia, sempre vários por semana”.

As mensagens de Janela incluem ainda indicações personalizadas, por exemplo, sobre as escolhas dos cartilheiros para as rubricas dos programas em que participam (‘topo e fundo’, ‘altos e baixos’, ‘figura da semana’, etc.). Para além disso, o ‘cartilheiro-mor’ Carlos Janela sublinha diversas vezes um conselho essencial: os cartilheiros devem manter os telemóveis ligados durante os programas, para que possam ser devidamente instruídos por si em direto”, revelam.

Segundo a análise dos autores, as cartilhas seguem regras: o “revisionismo do futebol português”, exagerando as conquistas do Benfica e diminuindo as dos adversários; o “culto do líder Luís Filipe Vieira“, tal como aconteceu com “Salazar, Estaline ou Hitler”; “a proteção dos árbitros e do Conselho de Arbitragem de Vítor Pereira”; a “perseguição a Pedro Proença”; a “rejeição do videoárbitro”; a “associação do FC Porto aos Super Dragões e a um histórico de violência”; e a “associação de uma grande parte da imprensa [como a Sport TV ou O Jogo] ao FC Porto”, no sentido de os descredibilizar.

Ao Benfica não basta um controlo bastante abrangente da informação veiculada pela comunicação social. A generalidade das opiniões emitidas publicamente por adeptos do clube é também ela objeto de controlo apertado“, argumentam os autores.
Ainda na comunicação social, Francisco J. Marques e Diogo Faria descrevem a Benfica TV como uma “agência de comunicação” e uma “cartilha pública”, geradora de poder e influência (graças aos direitos desportivos), que funciona como um meio de condicionamento da opinião pública (através de uma transmissão televisiva deficiente) e geradora de fake news. Os autores denunciam ainda dois episódios de censura envolvendo os próprios convidados da estação, como foi o caso de Fernando Seara e Fernando Alvim — este último deu uma entrevista ao canal que nunca foi transmitida alegadamente porque teceu comentários negativos sobre o Banco Espírito Santo, à data patrocinador do Benfica.

“[A Benfica TV] desempenha um papel fundamental nos esquemas que os homens de Luís Filipe Vieira têm levado a cabo para manobrar o futebol português e obter os benefícios desportivos para o Benfica”, defendem os autores do livro.

As claques e as autoridades de olhos fechados

Os outros tentáculos do “polvo” estendem-se, asseguram Francisco J. Marques e Diogo Faria, aos decisores políticos, recorrentemente benevolentes para com o clube da Luz, dizem, e as autoridades que regulam a segurança nos estádios e a prática desportiva.

Neste ponto do livro, os autores acusam a FPF de ignorar as claques do Benfica, nunca regularizadas, que se comportam como as “milícias paramilitares” dos “regimes ditatoriais”: “Actuam à margem da lei com o apoio ativo (mesmo que encapotado) do regime, espalhando o terror em favor dos seus interesses”.

E isso só acontece, sugerem, visando diretamente a FPF e o Instituto Português do Desporto e Juventude porque em Portugal as autoridades não atuam quando e como devem”.

Esta sexta-feira, durante a apresentação do livro, Diogo Faria prometeu pelo menos “mais um ou dois volumes”, com revelações sobre esta alegada teia de influências, “dada a vastidão de informação”. Por isso, o mais provável é que guerra entre FC Porto e SL Benfica não fique por aqui.


[ Miguel Santos Carrapatoso, no Observador ]

Um mente, o outro foge e os serviços ajudam

Na Assembleia da República, a 2 do corrente mês, António Costa disse que para a progressão na carreira dos professores conta simplesmente o tempo e que o mérito não é considerado. Por ignorância ou má-fé, António Costa mentiu. E para comprovar o que escrevo, qualquer cidadão pode ler o decreto-regulamentar 26/2012 e verificar quão deplorável foi o topete do primeiro-ministro. Com efeito, a avaliação do desempenho dos professores, a que todos estão sujeitos, mede a sua competência científico-pedagógica, a sua actividade na escola e na comunidade e o seu percurso em termos de formação contínua (25 horas de formação mínima por cada dois anos de carreira); envolve vários órgãos de gestão interna e elementos externos; termina com uma classificação de 1 a 10, posteriormente transformada numa menção qualitativa; uma menção qualitativa de “insuficiente” implica a não contagem do respectivo tempo de serviço para a progressão na carreira. O que António Costa fez, em termos práticos e mentindo, reitero, foi classificar com “insuficiente” os milhares de professores a quem subtraiu quase 10 anos de trabalho.
Compreenderiam os professores que António Costa não lhes pudesse pagar o que ficou por pagar no período em que viram as suas vidas profissionais congeladas. Mas não compreendem a natureza discriminatória com que este malabarista da política agora os trata. O que disse não é sério. O que disse comprova, em definitivo, tudo o que tenho escrito sobre o modo como o PS de António Costa trata a Educação. Maria de Lurdes Rodrigues começou, perversamente, a destruir a carreira profissional dos docentes. Tiago Brandão Rodrigues, que prometeu lutar radicalmente por ela, fugiu depois pela porta de uma garagem. António Costa acaba de a fazer em cacos. Se outras não houvesse, esta era razão mais que suficiente para a greve que acontecerá no dia em que estas linhas vierem a lume e no dia em que os deputados discutirão o OE para a Educação.
São sempre especulativas as teorias sobre a intencionalidade conspirativa das acções do Governo. Concedendo que se pode tratar de uma lamentável coincidência, não posso deixar de registar que tenha sido escolhida esta altura para tornar público um estudo oficial a exibir os maus resultados dos nossos alunos e, subliminarmente, a sugerir a deficiente qualidade do trabalho das escolas públicas e dos seus professores. Refiro-me a um estudo da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência sobre os resultados dos alunos do 3º ciclo, em 2014/15. A um documento desta natureza está vedado, por definição, o registo opinativo e o uso repetido de qualificativos impressivos. Mas neste é recorrente o uso do termo “impressionante” aposto a dados estatísticos que podem não “impressionar” quando relacionados com outros. Por exemplo, que significa dizer (pág. 5) que é impressionante que 85% dos retidos tenham negativa a cinco ou mais disciplinas, se nos escondem o número absoluto de que partem? Por exemplo, o próprio documento reconhece (pág. 3) que não é tecnicamente correcto, numa escala de níveis, usar a expressão “negativas” para designar a colocação dos alunos nos níveis 1 e 2. Mas é essa expressão que o estudo adopta e é depois escolhida, naturalmente, para os títulos que se seguiram na comunicação social. Não podendo aqui, por limitação de espaço, fundamentar com mais exemplos a implícita orientação da prosa que acompanha os dados para propalar a mensagem, nada inocente, de estarmos face a um desastre, resta a consolação de, na mesma altura, um outro estudo, vindo da Comissão Europeia, revelar que o número de alunos com maus resultados está a descer em Portugal, em contraciclo com o resto da Europa, onde esse número cresce. Impressionante, não? Impressionante que por cá se insinue que escolas e professores são medíocres e por lá se afirme que os resultados escolares são melhores que os do resto da Europa.
* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

O "piriquito" correio da FPF ao serviço dos brevemente condenados à 2ª Liga








"O Polvo Encarnado", by Francisco J. Marques


O director de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, irá lançar o livro "O Polvo Encarnado", na próxima sexta-feira, dia 17 de Novembro, na cidade do Porto.
Um livro que promete dar conta de "esquemas, manipulações e compadrios que viciam o futebol português", tal como se pode ler na capa do mesmo.
O livro, em coautoria com Diogo Faria – comentador do Porto Canal -, será apresentado no Hotal AC Porto, numa conferência de imprensa agendada para as 11h30.

MAIS UM APANHADO: Membro do Conselho Fiscal da FPF espiava para os porcos encornados

Horácio Piriquito, Membro do Conselho Fiscal da FPF apanhado a passar informações confidenciais aos porcos encornados anunciou demissão esta tarde

Recorrendo à rede social Facebook, explica a decisão tomada depois da revelação desta quarta-feira, segundo a qual Pedro Guerra recebeu, durante meses, documentos internos da Federação Portuguesa de Futebol, documentos relacionados com auditorias trimestrais e que não eram de divulgação pública. "Pedro Guerra tem um 'espião' na Federação", colocou em título a "Sábado" na notícia publicada no site, que refere Horácio Piriquito, gestor e membro do Conselho Fiscal da FPF, como a pessoa que passou a informação.

Perante a notícia, Horácio Piriquito apresentou a demissão do cargo de vogal do Conselho Fiscal da FPF, decisão que explicou num longo texto.

"Tomei esta decisão, repito, não porque considere ter praticado algum ilícito, mas porque é esta a forma de melhor defender o prestígio e o bom nome da instituição [FPF} em causa. Para defesa do meu bom nome, honra e imagem, irei recorrer às instâncias judiciais para reposição cabal da verdade, tendo em conta os factos que me são imputados", pode ler-se na página pessoal que possui na rede social Facebook.

Antes de anunciar o pedido de demissão, Piriquito fez ainda questão de esclarecer alguns pontos, a começar pela, sua relação com Pedro Guerra. "Sou amigo do Pedro Guerra há mais de 20 anos e fomos colegas aquando dos tempos em que fui jornalista. Trocamos regularmente emails, por amizade ou na sequência das minhas participações ocasionais em painéis de debate na BTV, ou do Pedro nos canais em que colabora", lê-se.

Referindo que, na sua opinião, "estas notícias enquadram-se claramente no actual registo de guerra aberta no futebol português, em que vale tudo, em que se tenta espalhar o ódio e o medo, e pretendem criar ruído e fazer vítimas", o até hoje vogal do Conselho Fiscal da FPF insistiu na explicação da sua relação com Pedro Guerra. " Pedro Guerra sempre me pediu ajuda sobre informação financeira numa troca normal de informações e esclarecimentos, verbalmente ou por email, o que fiz sempre com todo o gosto. No caso da FPF até para evitar especulações e na defesa da própria instituição. Isto fez, aliás, de Pedro Guerra um defensor enérgico da actual direcção da FPF", lê-se.

Horácio Piriquito não deixa, também, de expressar a opinião sobre as revelações dos emails, garantindo que nada do que partilhou com Pedro Guerra constituía segredo. "O acesso criminoso a conversas privadas permite estes abusos, truncá-las, ajustá-las aos interesses de cada um. Foram utilizados factos e dados disponíveis em qualquer documento público da FPF. Nenhuma informação confidencial foi passada para a praça pública".


(NOTA:
A fotografia acima data de 3 de Novembro de 2017. Foi há nada mais nada menos 12 dias atrás que Horácio Piriquito, Vogal do Concelho Fiscal da FPF, esteve a defender o Benfica no programa Jogo Limpo da BTV. Ironicamente, ou talvez não, Horácio Piriquito estava sentado exatamente ao lado de... Pedro Guerra, o seu grande amigo)

Francisco J. Marques visa Horácio Piriquito: "Mente"

Piriquito afirma que na troca de correspondência com Pedro Guerra "foram utilizados factos e dados disponíveis em qualquer documento público da FPF. Nenhuma informação confidencia
l foi passada para a praça pública".
Francisco J. Marques leu e discordou:
"O Piriquito é um molusco, sem coluna. Mente quando diz 'nenhuma informação confidencial foi passada', depois de enviar mails para o 'dr' Guerra: "Envio-te documento confidencial só para teu conhecimento e que ainda nem foi aprovado, vamos debate-lo numa reunião às 11h lá na FPF", escreveu no Twitter.




As regras e leis aplicam-se a todos. Com uma excepção: os porcos encornados escapam sempre

  • ENCONTRARAM DROGA DENTRO DAS INSTALAÇÕES DO ESTÁDOIO DO BOIFICA
    • não era nada com o boifica
  • ENCONTRARAM ARMAS DENTRO DAS INSTALAÇÕES DO ESTÁDIO DO BOIFICA
    • não era nada com o boifica
  • DESCOBRE-SE QUE VOUCHERS DE VÁRIAS CENTENAS DE EUROS ERAM ENTREGUES AOS ÁRBITROS
    • primeiro era falso, depois era simbólico, depois eram só 300 euros e por fim "quem é o árbitro que se deixa corromper com 500 !!! euros"
  • AS CLAQUES DEVEM SER LEGALIZADAS; A ILEGALIDADE DÁ MULTAS E MUITAS OUYTRAS PENALIZAÇÕES
    • que não, que os porcos encornados não têm claques
  • ASSASSINARAM ADEPTOS ADVERSÁRIOS, UM À PORTA DO ESTÁDIO DA LUZ NUMA OPERAÇÃO STOPO MONTADA PELAS CLAQUES IEGAIS DO BOIFICA
    • não era nada com o boifica
  • RECONHECIDAMENTE PERCEBEMOS OS ESQUEMAS DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS E MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS ORQUETRADOS POR TERCEIROS E DIRIGENTES DO BOIFICA
    • primeiro a negação, depois que era falso, depois tudo tirado do contexto, a seguir "ai jesus que invadiram o nosso computador", mais desculpas e mais desculpas que não era nada com o boifica


                  Benfica escapa a sanção por falhas na videovigilância no Estádio da Luz

                  Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol deu como provadas as falhas em jogos da época 2016/17

                  O sistema de videovigilância do Estádio da Luz apresentou falhas de funcionamento entre Dezembro de 2016 e Maio de 2017, conforme escrito no Acórdão do Conselho de Disciplina da FPF, o que impediu a "conservação durante 90 dias das gravações de imagem e som" dos eventos decorridos no local.

                  O CD considera, no entanto, que não ficou provado que o Benfica teve conhecimento da situação uma vez que a responsabilidade técnica dos aparelhos era de uma entidade exterior. O clube das águias foi, por isso, absolvido de qualquer infração disciplinar.

                  EM TUDO PREVARICAM, CRIMES SÃO COMETIDOS, MAS NUNCA NADA É COM O BOIFICA.
                  ENTÃO É COM QUEM?????

                  Portugal vai ter mais uma rota: são 200 quilómetros a pé pela Peneda-Gerês

                  Vários dos trilhos pedestres no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) vão ligar-se para formar a Grande Rota, um projecto para gerar um aumento 5000 visitantes por ano e dinamizar o alojamento, reforçando, ao mesmo tempo, a segurança.

                  Quem atravessar o planalto de Castro Laboreiro, em Melgaço, com as mamoas do Megalítico que lá repousam e as urzais-tojais que por ali se espalham, ou o Percurso da Paradela, na extremidade de Montalegre, marcada pelas vistas panorâmicas para a serra do Gerês e para o rio Cávado, vai dispor de um sistema de sinalização que lhe permita chegar à outra ponta do PNPG ao longo de uma via de trilhos principais, que se estende por 200 quilómetros.
                  Com a reorganização dos trilhos, a nova rota, orçada em 300 mil euros e apoiada pelo Norte 2020, pretende captar mais turistas, seguindo o objectivo da Agenda Regional de Turismo de tornar o Norte o “primeiro destino de Turismo da Natureza e Rural do país, assente numa rede de áreas protegidas e rurais de elevado valor natural e paisagístico”, lê-se no resumo do projecto, ao qual o PÚBLICO teve acesso.  
                  Apesar das dificuldades que persistem, por ora, em monitorizar a utilização dos trilhos e em obter, assim, dados precisos sobre o número de visitantes, a Adere Peneda-Gerês, uma associação de desenvolvimento que é responsável pelo desenvolvimento de projectos financiados pela Comissão Europeia e pelo Estado Português no PNPG, já definiu dois objectivos quanto ao turismo: assistir, em cada ano, a um crescimento de 5000 visitantes e a uma subida de 2,5% no número de dormidas, revelou Carla Rodrigues, técnica da instituição, envolvida na elaboração do projecto.


                  A Grande Rota, esclareceu, vai contar com uma plataforma web para promover os trilhos e atrair “não só turistas portugueses”, mas também “turistas estrangeiros” que privilegiam as “férias activas” na natureza e gerar também um clima favorável quer para os negócios já implantados, quer para a criação de outros que satisfaçam as “novas necessidades”.
                  O resumo do projecto alerta que, apesar do “crescimento significativo nas visitas mais curtas” — fim de semana ou um dia —, os “visitantes não tiram o real partido da sua visita” ao PNPG pela inexistência de rotas mais longas que “proporcionem a travessia de todo o território e que funcionem como espinha dorsal de toda a rede de percursos existentes”.
                  A Grande Rota, lê-se no documento, pretende assumir-se como “recurso central” numa oferta turística que contempla o aumento do número de operadores e a oferta de pacotes para mais de três noites, algo que, na perspectiva do presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista, pode acontecer.
                  Embora sem “dados absolutos”, o autarca frisou que a taxa de ocupação na área das dormidas tem crescido no município — o número de dormidas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, publicados em Outubro, subiu de 23.415 para 32.569, acompanhando a tendência dos restantes municípios do PNPG, com excepção de Montalegre — e que existe potencial não só para “aumentar consideravelmente o volume de visitantes” como para “chegar a outros públicos”, nomeadamente turistas estrangeiros, do Norte da Europa.
                  O autarca disse ainda que, cada vez mais, vê sinais de pessoas a aperceberem-se do potencial do sector do alojamento e a quererem investir capital privado para a oferta crescer, realçando o projecto de reconstrução do Grande Hotel do Peso, junto às Termas do Peso, que trabalhou durante boa parte do século XX.
                  Localizada num território que é, em conjunto com o parque natural espanhol da Baixa Limia (serra do Xurés), Reserva da Biosfera desde 1997, e está incluído na Carta Europeia de Turismo Sustentável, a Grande Rota vai nascer para aumentar o número de visitantes, mas salvaguardando, de acordo com o resumo, os “valores culturais e naturais” do PNPG.
                  Carla Rodrigues garantiu ao PÚBLICO que as obras de requalificação, “prestes a começar” não vão gerar qualquer impacte ambiental, cingindo-se praticamente a “limpezas pontuais dos caminhos” que garantam a sustentabilidade ambiental do território e assegurem a futura manutenção da rota.

                  Aumentar a segurança

                  Além de querer atrair mais gente para o PNPG, a Grande Rota pretende igualmente reforçar a segurança dos visitantes com um plano que conduza à diminuição dos “acidentes e do número de pessoas perdidas ou desorientadas em actividades pedestres” e também da “pressão nos trilhos informais em zonas mais protegidas e de difícil acesso”, lê-se no resumo do projecto — até Agosto deste ano, houve 18 operações de salvamento, mais quatro face ao mesmo período de 2016.
                  Esse modelo contempla, além da sinalização do percurso, a adopção de um sistema de check-in e de check-out, ainda em estudo, com os visitantes a fazerem voluntariamente um registo de entrada e um registo de saída em cada percurso de forma a reduzir a área de procura em eventuais operações de busca ou de resgate, explicou Carla Rodrigues.
                  “Se a pessoa fez o check-in naquela etapa da rota, há que estar algures ali naquela proximidade e não nos 70 mil hectares que correspondem à área total do parque”, referiu a técnica da Adere Peneda-Gerês, assumindo estarem ainda em estudo “soluções mais complexas”, que envolvem protocolos de autorização e transmissão de informação pessoal.
                  O presidente da Câmara de Melgaço realçou, por seu turno, que a segurança tem sido uma das “grandes preocupações”, tanto no desenho dos trilhos como na limpeza dos mesmos, e que o “reforço da capacidade de comunicações” no interior do parque continua a ser fundamental para “garantir a segurança de cada pessoa que poderá fazer a Grande Rota”. As operadoras móveis envolveram-se na melhoria da rede móvel do território protegido depois da apresentação, em Maio, do Projecto de Interesse Público para a Melhoria da Cobertura de Comunicações Electrónicas Móveis no Parque Nacional da Peneda-Gerês, apresentado, em Maio, pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, precisamente naquele concelho do Alto Minho.     
                  A Grande Rota vai assim juntar-se a outras que já existem no país, como é o caso da Via Algarviana e da Rota Vicentina, uma das que mais sucesso tem tido.


                  Mais um flagrante exemplo do centralismo e colonialismo lisboeta: Porto fica sem delegação da CMVM

                  Os estatutos determinam que a CMVM tem que ter uma delegação no Porto, mas o regulador do mercado de capitais encerrou a delegação

                  A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) abandonou a Rua Dr. Alfredo Magalhães, no Porto. O regulador do mercado de capitais encerrou a sua delegação naquela cidade, avança o jornal Público. Neste momento, a CMVM fica presente apenas na sua sede, em Lisboa.

                  Os estatutos do regulador do mercado de capitais obrigam, neste momento, à existência de uma delegação na segunda maior cidade do país: "A CMVM tem a sua sede em Lisboa e uma delegação no Porto, podendo instalar outras delegações ou formas de representação, sempre que o conselho de administração o entenda adequado para a prossecução das suas atribuições". O que deixou de acontecer. 

                  De acordo com o Público, o encerramento da delegação no Porto, que contava com quatro funcionários, deveu-se ao facto de grande parte dos serviços aí realizados serem já centralizados na capital. Ao Negócios, fonte oficial da CMVM explicou que as razões que levaram à abertura da delegação, como a existência da Bolsa do Porto e dos intermediários financeiros e corretoras, já não são justificativas para mantê-la em funcionamento.  
                  A decisão é tomada pela administração liderada por Gabriela Figueiredo Dias (na foto), que tem vindo a empreender alterações organizacionais na entidade, que, ao longo deste ano, veio alertando para os efeitos negativos das cativações exercidas pelo Ministério das Finanças. Os quatro funcionários em causa negociaram a sua situação: três saíram, um optou por ficar. 

                  O Porto fica, assim, sem regulador do mercado de capitais, pese embora o facto de várias empresas portuguesas, como o BCP e a Sonae, terem sede social na região. Aliás, a Bolsa do Porto já encerrou no início do século.
                  O fecho da delegação ocorre quando está ainda em apreciação a reforma da supervisão financeira, que o Governo está a promover, e que irá manter os supervisores financeiros (CMVM, Banco de Portugal e ASF), mas irá trazer uma nova autoridade com funções de resolução e de supervisão macroprudencial. [ daqui ]

                  Porto d'outrus tempus

                  Construção do Viaduto de Gonçalo Cristóvão em 1961.

                  Jornalixo lisboeta

                  Num país normal, jornalistas livres recusar-se-iam a fazer notícias que tinham por base a conta de twitter “Benfica Press.” Porquê? Porque contraria todas as regras básicas da liberdade de imprensa, ainda este ano aprovadas e reafirmadas no Congresso dos Jornalistas. Porque é uma conta anónima, para-institucional, com um intuito claramente incendiário, e que pretende atirar pedras escondendo a mão. Porque reitera mentiras, escritas de forma consciente e deliberada, com o objectivo de instalar o caos total, um pântano onde o Benfica supõe que poderá passar despercebido das vigarices que andou a fazer. Porque, apesar de ser institucional, não tem rosto, não responde a perguntas. Ou seja, cada notícia feita a partir desta conta é um eco e não uma notícia, transformando os jornalistas em meras caixas de ressonância do oficialismo nacional-benfiquista.

                  Num país normal, jornalistas livres denunciariam a hipocrisia do regime, que repete em todos os lugares estar alinhado com o discurso do Presidente da FPF, que diz-se preocupado com o "clima de violência e agressividade", mas instala mentiras e injúrias sobre os seus adversários, cria listas falsas dos "clubes mais corruptos da história do futebol europeu", apoia claques assassinas...

                  Num país normal, jornalistas livres boicotariam esta conta e recusariam ser as prostitutas do regime. Mas o Benfiquistão não é um país normal. Os jornalistas não só aceitam fazer notícias e dedicar programas a discutir o que lá é escrito, como são capazes de equiparar o que lá é escrito ao que é dito pelos diretores de comunicação e dirigentes dos restantes clubes, que dão o corpo às balas, assumem o que dizem e estão sob a alçada disciplinar das autoridades federativas. Uma aberração editorial.

                  A conta “Benfica Press” veio substituir os antigos telefonemas das “fontes oficiais próximas do clube da Luz”, sempre citadas, mas nunca identificadas. É um estádio avançado do relacionamento promíscuo entre o Benfica e a comunicação social afecta ao regime. É a estratégia dos cobardolas e dos fracos de carácter.