Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Este governo podia descer mais baixo?

Os nomes das pessoas que morreram nos incêndios em “segredo de justiça” é das desculpas mais nojentas que me lembro de ler ou ouvir.
  • Como é que as doações chegam às famílias?
  • Como é que as Seguradoras indemnizam quem devem se os dados destes estão em “segredo de justiça”?
Nós sabíamos: este governo socialista da extrema-esquerda é do piorio e a cada dia que passa consegue surpreender-nos atingindo os mais baixos níveis de decência humana e miséria política...

Não sei se repararam, mas o país continua a arder, mas a popularidade da geringonça é que conta


O PAÍS CONTINUA A ARDER

O governo, profundamente comprometido com vários escândalos, foi de férias, a saloia ministra continua mais preocupada em esconder a contabilidade real dos mortos das tragédias recentes que estilhaçaram a confiança dos portugueses. Esses desgraçados olhados por lisboa como apenas gajos da província... Fosse algum alfacinha (natural ou importado) que a coisa era capaz de piar fininho... 
 
Entretanto, a extrema-esquerda, base deste governo socialista democraticamente ilegítimo, os comunistas-leninistas e o bloco-sanitário das vacas voadoras, andam desaparecidos e assim percebemos que ninguém consegue comandar, coordenar nem prevenir. E este país vai ardendo lentamente. 
 
Importante mesmo é saber o índice de popularidade da coisa que faz de governo.

O Dragão Caixa tem novo piso

Uma pequena nota sobre o “ai meu Deus, que vem aí a censura” (*)

[ (*) Vitor Cunha, aqui ]


Portugal está completamente maricas. Mais gayzola, rabeta ou panasca seria impossível. A esquerda anda indignada com cenas, como sempre andou, mudando o alvo das indignações mais amiúde do que muda de cuecas. A direita, sempre bem comportadinha, com os seus penteados neo-dandy e gostos importados do Buzzfeed e de gatinhos anda aí cheia de medo, anunciando que vem aí a censura, que já não se pode dizer nada. Coninhas.
Nada disto tem relação com a realidade. Na realidade, fora do marketing partidário da parasitagem que por aí anda e que involuntariamente suga muita boa gente, não só é possível como se usam expressões e palavras como paneleiro, papa-ovelhas, preto, cigano ou pessoa-que-vai-de-férias-com-o-Sócrates. Achar que nada se pode dizer só porque assim o parece no Facebook, essa artificialidade onde ninguém pina e todos amam, ainda mais que engolir o discurso apaneleirado das putas do regime, é ser palerma.
Que a esquerda torne tudo em touradas, enfim, é a definição de esquerda; que a direita alinhe no jogo é a rendição total ao degredo. Não há qualquer “ditadura do politicamente correcto”; há, sim, uma necessidade galopante de “querer parecer”, e isso, meus amigos, é paneleirice, de esquerda e de direita.
QED.







Você já morou num Bairro Social? (*)

[ (*) - Ricardo Lima, aqui ]

Há um enorme problema na comunidade cigana, um problema, ainda que em menor escala, com a comunidade africana e um problema gravíssimo, que transcende raça e etnia, e inclui os brancos, nos bairros sociais por este país fora. Quem achar o contrário, ou tem a paisana à perna e não acha grande piada à ideia, ou tem que começar a sair do condomínio fechado, passear nos subúrbios, andar de transporte público a más horas, deixar o gabinete da universidade e passar a leccionar numa escola de bairro, algo do género. Essa bolha do politicamente correcto onde vocês se enfiaram, uma das causas da imunidade que grassa e das reações, algumas bárbaras, que lhe sucedem, mata pessoas. E quando eu digo que mata pessoas não o escrevo num sentido figurativo, mas num bem real.
Vocês, doutorzinhos da merda nas vossas conferências da treta do raio da problematização que vos pariu, vocês políticos com sabidos problemas de coluna, vocês sociólogos da vitimização, vocês betinhos do Bloco de Esquerda, têm sangue nas mãos. É claro que vocês, nos vossos condomínios, não estão sujeitos a levar um tiro por sugerirem ao jovem à vossa frente que fumar um cigarro no metro é capaz de não ser lá grande marco civilizacional, não têm um largo grupo de familiares armados que nem uma célula terrorista a tentar arrombar-vos a porta porque a vossa mulher não consentiu que uma sujeita a ultrapassasse na fila do supermercado, não vivem sob a ameaça de tiroteios, assaltos, espancamentos, entre outras cenas que hoje são parte do quotidiano. Vocês não viram armas e drogas no vosso 5o ano de escolaridade, não havia disso no colégio.
Vocês são os mesmos mentalmente desavantajados que quase armam uma guerra civil porque uma pita se atirou à professora devido a um telemóvel – coisa comum que é capaz de se repetir no mesmo dia – e depois ligam para os direitos humanos nas questões de peso. Quando morre um puto esfaqueado por um telemóvel ou um mãe numa bala perdida eu não vos vejo no funeral nem nos jornais a soluçar de indignação. Quando uma miúda é proibida de ir à escola não berraram: “racistas”! Criaram turmas segregadas, medida digna aos olhos de uns quantos boers. Quando um traficante é apanhado, com mais espingardas que o Rambo e uma garagem que mete inveja a muitos jogadores da bola não vos vejo armar a paródia que armaram ao senhor do Pingo Doce. Quando os polícias são corridos a balas ou duas comunidades decidem reencenar um western não há escandaleira?
Claro que não coitados, são vítimas do sistema capitalista e racista ou da puta que vos pariu. E ainda se indignam por os sujeitos serem discriminados quando voltam. “Olhe, eu tenho aqui uns anos por sequestro, tráfico de drogas, umas navalhadas em goela alheia e umas caçadeiras que tinha lá em casa, mas sou um homem honesto, dava um excelente relações públicas da sua empresa”. Quem sofre? As pessoas de bem, trabalhadores, das próprias comunidades, que se vêm acorrentadas a um espaço que vive – e com sorte sobrevive – com leis e costumes que transcendem as da sociedade portuguesa, ocupadas com guerras diárias enquanto outros se ocupam com em contar os novos géneros, insultar os turistas ou partir barbearias.
Ide lá jogar polo aquático com o Salvador, escrever a vossas crónicas dignas de analfabetos funcionais, beber um gin com salada com a malta da jota, mas deixem os problemas de gente grande para homens. Os canalhas não têm lugar aqui.

Os mortos do grande incêndio não são números para o governo da extrema-esquerda brincar

QUANTAS PESSOAS MORRERAM NA TRAGÉDIA DE PEDRÓGÃO GRANDE?


Custa a acreditar que isto possa acontecer em Portugal em 2017: Incêndios. Empresária contou mais de 80 mortos em Pedrógão Grande
Isabel Monteiro, empresária de 57 anos, natural de Lisboa, reuniu uma base de dados com as vítimas mortais do incêndio dos concelhos de Pedrógão Grande e já contabilizou mais de 80 mortos, dos quais 69 estão confirmados pelas famílias com nomes completos, localidade e local da morte.
A intenção era criar uma lista de vítimas para a criação de um memorial na Estrada Nacional 236, hoje conhecida como “Estrada da Morte”, mas foi ao recolher a informação junto das famílias, funerárias, bombeiros e dados da comunicação social que Isabel constatou que o número de vítimas mortais seria superior ao número oficial divulgado pelas instituições do Estado. Começou então uma investigação de fundo e o total de mortos contados até à data, na sua base de dados, já ultrapassa os 80.

A trampa da geringonça que nos governa

Jogo da Glória: regras e regulamentos, a crónica de Alberto Gonçalves no Observador.
(…) 93. Ferro Rodrigues, personalidade que existe para que as alforrecas não pareçam tão inúteis, jura haver “espasmos” da “direita” e da “extrema-direita” contra ele. E elabora: “Há pessoas que, quando algumas coisas mais graves acontecem, mostram que o seu conceito de democracia não é o mesmo do que o da maioria dos portugueses”. Ao almoço, você subscreve tudo a quem o queira ouvir (cerca de um empregado de mesa). Avance para a casa que lhe apetecer.

99. Aparentemente, Portugal é o único país da UE avesso a sanções à Venezuela. O governo desmente, o que provavelmente confirma o facto. Você liga para o “Opinião Pública”, da SIC Notícias, mas a meio da ligação esquece-se se concorda com o governo, com as sanções, com a ausência de sanções ou com o progressismo do sr. Maduro. Recue cinco casas. Você recusa-se a recuar, avança até ao final e ganha o jogo. Parabéns! Você alcançou a Glória. Você também demonstrou ser um rematado imbecil, mas em Portugal isso não constitui obstáculo a coisa nenhuma.

A amizade que plantou uma floresta

Mas uma história como a que hoje partilho convosco nunca tinha ouvido. A amizade de dois homens, um sem braços e outro cego, que, desde há anos, se mantêm unidos para erguer um sonho. Já plantaram mais de dez mil árvores em volta da sua cidade. Desde há dezasseis anos que formam uma equipa. Eu sou as suas mãos, diz um, e ele é os meus olhos. Esta é a história tocante de Jia Haixia e de Jia Wenqi.

Frases assassinas

Buarcos e Figueira da Foz vistos do céu

Momento Musical: Marian Hill

Vaca Voadora


Os novo "amigos" da esquerda


1 mês depois e....


Dedicado àquela que me acompanha nestes dias

Sting encontrou no Porto (Leça da Palmeira) “o restaurante mais bonito do mundo”

O cantor inglês é uma das caras em palco no festival Marés Vivas, em Gaia. Ao contrário de outros, fez apenas um pedido: chegar na véspera, para poder visitar o Porto.

O músico Sting andou a passear pelo Porto, no sábado à noite, e decidiu-se por um jantar ao pôr-do-sol na Casa de Chá da Boa Nova, o restaurante do chef Rui Paula, que ocupa um dos edifícios emblemáticos da obra de Siza Vieira. “É o restaurante mais bonito do mundo”, disse o fundador da banda Police, maravilhado com o cenário de rochedos e mar que enquadra a construção.

Neste domingo de manhã, horas antes de subir ao palco no festival Marés Vivas em Vila Nova de Gaia, fez questão de partilhar no Twitter uma foto “com a talentosa equipa do restaurante Casa de Chá da Boa Nova no Porto”.


A organização do Marés Vivas revelara que, ao contrário das exigências dos membros de outras bandas, o cantor britânico se mostrou “uma pessoa muito simples” e apenas fez questão de estar um dia antes do concerto no Porto, para visitar a cidade.

Foi com total surpresa que chegou ao restaurante situado na marginal de Leça. “À hora exacta da reserva”, relata a relações públicas de Rui Paula. Tão inesperado que nem o chef conseguiu estar no restaurante, detentor de uma estrela Michelin. “Espero que tenha deixado comida para mim no frigorífico”, terá brincado Sting quando foi informado da ausência do chef.

A sugestão terá partido de um amigo, quando soube que o músico, que despertou para a ribalta no final da década de 70, estaria no Porto. “Ouvi coisas muito boas acerca deste lugar”, terá dito aos membros da equipa do restaurante, a quem pediu para lhe mostrarem todos os recantos do edifício – que é uma das referências da arquitectura de Siza Vieira.

Sting fez questão de jantar numa mesa de frente para o mar, na sala mais pequena, precisamente aquela onde é maior a proximidade aos rochedos e à agitação do mar. Escolheu o menu de degustação com oito pratos, nos quais Rui Paula conjuga propostas de peixe e carnes representativos das nossas tradições gastronómicas, e escolheu “um bom vinho do Douro”, que a porta-voz do chef optou por não identificar.

No final, o músico fez questão de atravessar o salão principal, com as mesas repletas de clientes, para ir à cozinha saudar a equipa. E não se limitou à fotografia: quis observar como é feito o serviço e esperou que todos completassem as tarefas para o clique que registou o momento, entretanto partilhado neste domingo.

A equipa do Boa Nova não o deixou sair sem a oferta de um dos livros de Rui Paula, que agradeceu. “Muito educado e sempre disponível. Um gentleman!”, segundo os colaboradores do chef .

Justiça Histórica


Esta história começou bem antes da sua data oficial, quando, em Outubro de 2006, Ricardo Costa foi designado presidente da Comissão Disciplinar da Liga. Desdobrando-se em entrevistas, Costa procurava reforçar a sua distância em relação ao mundo do futebol - era nadador, pianista, docente “prestigiado” e ex-aluno “brilhante” de direito em Coimbra (era assim que se anunciava). O seu discurso, em conferências de imprensa longas e auto-elogiosas, quase confrangedoras, denunciava o perfil de justiceiro alienado que mais tarde viria a confirmar-se. O seu surgimento no mundo do futebol ocorre num momento muito particular e, certamente, nada inocente: a reabertura programada do processo Apito Dourado, após um primeiro arquivamento que ilibava todos os responsáveis do FC Porto.

Sim, dissemos “reabertura programada.” São muitíssimos os elementos que ao longo da última década nos permitem dizer que o processo Apito Dourado foi reaberto intencionalmente por força de pessoas ligadas ao Benfica e que a sua reabertura tinha um objetivo muito claro: condenar o FC Porto e manchar o seu período de sucessivas glórias nacionais e internacionais. Promoveram o lançamento do livro assinado por Carolina Salgado e redigido por Leonor Pinhão. Aconselharam falsos testemunhos e histórias inventadas. Estiveram na origem dos leaks cirúrgicos das escutas telefónicas do processo criminal (em mais de 15.000 que envolviam dirigentes de quase todos os clubes, apenas poucas dezenas de excertos vieram a público). Apoiaram a nomeação de pessoas-chave para lugares-chave. Encaminharam o processo para uma “equipa especial”, no DIAP de Lisboa, que conduziu uma investigação sobre alegados ilícitos que ocorreram fora da sua jurisdição territorial.

A nomeação de Ricardo Costa parecia vir com uma missão apensa: fazer correr no âmbito desportivo aquilo que se pretendeu, sem sucesso, fazer correr através do processo criminal. E foi isso mesmo que se passou. Chamaram-lhe Apito Final e, a 9 de Maio de 2008, a decisão já estava a ser anunciada pela Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional: o FC Porto é punido com a perda de 6 pontos e 150 mil euros. Pinto da Costa é condenado ao pagamento de 10 mil euros e suspenso por 20 meses. Os factos alegados? Segundo Ricardo Costa, a equipa que, em 2004, venceu a Liga dos Campeões teria beneficiado da ajuda de um árbitro para empatar com o Beira-Mar, último classificado da Liga, num momento em que liderava o campeonato e se preparava para o vencer de forma contundente. Faz sentido?

A data do anúncio não tinha nada de inocente. Com o campeonato 2007/2008 a aproximar-se do fim, qualquer recurso do nosso clube iria atirar para a competição seguinte todas as punições. E, obviamente, era muito diferente perder 6 pontos num campeonato ganho por 20 de diferença do que começar uma época com 6 pontos a menos. Além disso, nada garantia que estivessem reunidas condições para que o recurso fosse analisado com independência e seriedade. Seguiu-se a decisão mais difícil e, provavelmente, das mais arriscadas da história do nosso clube: não recorrer da condenação ao FC Porto SAD e recorrer apenas da decisão sobre o Presidente. Logo na altura, foi defendido que o recurso interposto pelo Presidente Pinto da Costa obrigava, por si só, à análise de todo o processo e permitiria, caso fosse admitido, anular a decisão sobre o clube.

Entretanto, no processo criminal, todas as acusações iam sendo progressivamente destruídas. Não com a anulação de escutas - que, ao contrário do que o terrorismo comunicacional do nacional-benfiquismo procura espalhar, foram sempre validadas -, não com a anulação de provas, não através de artimanhas processuais, mas sim com base num processo normal e através de todas as provas recolhidas. Sim, foram as escutas telefónicas e os factos que serviram para ilibar os dirigentes do FC Porto.

O recurso de Pinto da Costa (tal como o de outros condenados do “Apito Final”) chegou ao Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol e, a 4 julho de 2008, numa reunião clandestinamente reaberta por um vogal, depois de encerrada pelo seu presidente e vice-presidente, foi rejeitado. Esse vogal era Álvaro Baptista, atual vice-presidente do Conselho de Disciplina, e deputado do PSDl. Foi um dos autores da proposta recentemente discutida, que tinha como objetivo o esvaziamento de poderes da Liga, de acordo com os interesses do Benfica.

O anúncio era feito de madrugada, às 3 da manhã, na ausência do presidente e vice-presidente do Conselho de Justiça, por um bando de falsos “juízes” que acabavam de usurpar funções, de tomar de assalto o edifício jurídico da Federação, e de adoptar padrões comportamentais próprios da justiça do Zimbabwe.

Obviamente, a reunião foi decretada ilegal e todas as suas decisões foram anuladas pela justiça civil. A 6 de Maio de 2011, o Tribunal Administrativo de Lisboa decidia e, a 15 de Dezembro de 2016, o Tribunal Central Administrativo do Sul confirmava. O Conselho de Justiça tinha de reabrir o processo e reapreciar os recursos.

Foi isso mesmo que aconteceu. Ao longo dos últimos meses, o Conselho de Justiça reabriu todo o processo Apito Final e encontrou nele inconsistências e ilegalidades de tal forma graves que só havia uma solução: conceder provimento aos recursos e absolver os envolvidos de todas as penas e sanções. Como consequência da absolvição de Pinto da Costa, tal como previsto logo em 2008, o FC Porto foi também absolvido.

Fez-se justiça? Ainda não. Exigimos saber o que esteve por trás deste processo kafkiano. Exigimos justiça completa e total. Ao longo de muitos anos, foram permanentes as tentativas de humilhação do Futebol Clube do Porto e dos seus dirigentes e adeptos. Este é um dia histórico para todos os portistas. É o dia do fim, definitivo e concludente, do Apito Dourado e de todos os seus resíduos. É o dia em que os dobramos pela força da nossa razão.

O resto já todos sabemos…

“Quando alguém se atrever a sufocar
O grito audaz da tua ardente voz
Oh, Oh, Porto, então verás vibrar
A multidão num grito só de todos nós.”

Acabou o namoro entre Marcelo e Costa

“2017” não é, claramente, “2016” O estado de graça de Costa acabou-se. Regressado das férias, cometeu um erro enorme: para relativizar o roubo das armas de Tancos, traiu o Presidente da República.

1. Como todos os namoros, o do Presidente da República e do Primeiro Ministro não resistiu a cenas de ciúmes e a uma traição. Costa foi o ciumento e o traidor. Observando a actividade frenética e a “agenda” da última semana, percebemos que as famosas “férias” do PM foram na verdade uma fuga. Costa não aguenta quando as coisas correm mal. Recordam-se da última semana de campanha das eleições legislativas de 2015? Quando os socialistas perceberam que iam perder as eleições, a prestação de Costa tornou-se penosa. Afirmações lamentáveis, momentos disparatados, iniciativas desastradas – como o jantar da Trindade – até lhe faltou a voz no discurso de encerramento da campanha. Só não foi de “férias”, porque não podia. Mas aquela semana foi um sofrimento para Costa. Não conseguiu lidar com a adversidade. Quando tudo lhe corre mal, Costa precisa de desaparecer. Depois é habilidoso a reaparecer e a retomar a iniciativa.

Após as semanas desastrosas da segunda metade de Junho, aconteceu o mesmo. Costa foi incapaz de lidar com as dificuldades e aquelas “férias” foram oportunas. Desapareceu, não foi obrigado a responder a perguntas e a enfrentar os problemas. Deixou Santos Silva para o fazer (e percebeu-se que o MNE é o verdadeiro número dois do governo; Costa não governa sem ele). Quando passou a tempestade, Costa reapareceu com iniciativas. Mas desta vez, o regresso não lhe correu bem. Para se redimir, prejudicou a relação com Marcelo, e duvido que possam voltar aos tempos felizes de 2016.

Além da dificuldade de lidar com momentos difíceis, Costa tem outro problema enorme: não consegue estar à altura de Marcelo na competição dos afectos com o povo. O Presidente é imbatível e o PM, como segunda figura do regime, é o que mais perde com a comparação. Irritada com o namoro de Costa com Marcelo, a direita não consegue ver o sofrimento e os ciúmes do PM. Durante as “férias” de Costa, lembrei-me de outra famosa fuga do PM: a visita à Índia durante o enterro de Mário Soares. Costa tem sempre marcações inadiáveis nos grandes momentos de emoção popular e, curiosamente, sempre fora de Portugal. Senão é de propósito, é uma sorte incrível.

Obviamente, se quisesse, Costa teria adiado a visita à Índia para ficar em Lisboa para a última homenagem ao fundador do PS, ao “Pai” da democracia portuguesa e à figura mais marcante da história do socialismo em Portugal. Só mesmo a complacência da imprensa nacional e o estado de graça de Costa na altura é que permitiram que uma enorme anormalidade se tornasse num momento absolutamente normal. Como foi possível que um PM socialista não estivesse presente na última homenagem a Mário Soares? Não me venham com a treta da visita à Índia. Só acredita nisso quem quer.

A verdadeira razão chama-se Marcelo Rebelo de Sousa. Para Costa, é um pesadelo estar na sombra do Presidente nos momentos de grande emoção nacional ou de tragédia. Não aguenta. Um PM que aposta tudo nas boas notícias, nos afectos e na proximidade com a população, tem ao seu lado um Presidente que é melhor do que ele. Nesses momentos, Portugal torna-se demasiado pequeno para ele e para Marcelo. Caros leitores, acreditem. A comparação com Marcelo, para o PM, é um drama. No primeiro momento de pânico, foi para a Índia. No segundo, foi de férias.

Mas “2017” não é, claramente, “2016” O estado de graça de Costa acabou-se. Regressado das férias, cometeu um erro enorme: para relativizar o roubo das armas de Tancos, traiu o Presidente da República. Enquanto Costa gozava as suas “férias”, Marcelo foi a Tancos, convocou um Conselho de Defesa Nacional e pediu um inquérito para apurar tudo o que se passou. Para Marcelo, o que se passou em Tancos foi muito grave. Costa regressa e na sua primeira iniciativa pública desautoriza Belém. Ao lado dos chefes militares, desvalorizou o roubo das armas. Mais, obrigou o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas a dizer o contrário do Comandante Supremo das Forças Armadas, o Presidente da República. Como foi possível que o PM tenha forçado um acto de desrespeito pela hierarquia da Estado português? E como foi possível que o general Pina Monteiro se tenha sujeitado aquele triste papel?

Bem sei que vivemos um momento em Portugal em que não há respeito pelo sentido de Estado nem pelas instituições e o PM, como se viu, dá o mau exemplo. Mas Marcelo Rebelo de Sousa é um institucionalista. O desrespeito e a desautorização públicos de Costa não lhe escaparam. E não vai esquecer. Ninguém tenha dúvidas sobre isso. O Presidente terá que repor rapidamente a sua autoridade de Comandante Supremo das Forças Armadas, posta em causa pelo PM. E o namoro não sobrevive à traição de Costa. Aliás, o namoro do último ano e maio é que foi estranho. No sistema político português, os conflitos entre o PM e o PR são inevitáveis, como se tem visto nos últimos 40 anos.

2. Os ataques de Costa à Altice na Assembleia da República foram um verdadeiro momento Trump do PM português. O ataque foi de tal modo inusitado que dei por mim a pensar se Costa não seria accionista de um dos concorrentes da PT. Como é possível um PM atacar daquela maneira uma empresa, defendendo implicitamente um concorrente cotado em bolsa? Não esquecendo que a empresa adquirida pela Altice também está cotada em bolsa. A afirmação mostra a prepotência, a arrogância e a falta de cultura económica e financeira de António Costa. Como podem os mercados e as agências de rating confiar num governo chefiado por um PM que faz afirmações deste tipo?

3. Os portugueses já pagaram mais de cinco mil milhões de Euros para capitalizar a Caixa Geral de Depósitos. Foi o resultado de créditos oferecidos a amigos e parceiros de negócios, especialmente durante os governos de Sócrates, que utilizaram a CGD como se fosse o seu tesouro privado. A Assembleia da República preparava-se para branquear este escândalo financeiro. Devemos estar agradecidos ao Ministério Público por o ter evitado. Percebe-se a oposição da nossa oligarquia política à privatização da CGD. No fundo, já o privatizaram, estando-se nas tintas para o interesse público. O “interesse público” significa os portugueses pagarem os desvarios do banco privado da oligarquia política.

(...)

Estradas do caneco

Construir uma ilha para viver em liberdade

Catherine King e Wayne Adams, um casal de artistas, resolveram, na margem de um rio que fica a cerca de 45 minutos da cidade mais próxima, construir uma ilha. Vivem numa casa feita à mão por eles, sobre uma ilha feita à mão por eles. E há um estrado para dançar, uma galeria de arte, um jardim. E é uma maravilha. Há vinte e quatro anos que ali vivem. E, do que se vê, vivem felizes, em absoluta liberdade. Isto passa-se no Canadá mas podia passar-se em qualquer outro lugar do mundo porque vivem isolados, entregues a si próprios.


Em liberdade numa ilha só deles