Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Museu Romântico reabre após investimento superior a meio milhão de euros em obras de requalificação

A Câmara do Porto abriu ao público o Museu Romântico. Rui Moreira inaugurou a nova exposição permanente e deu assim por terminado quase um ano de intervenção profunda neste equipamento municipal. Mas aproveitou para anunciar mais novidades neste domínio para os próximos tempos. 

Esta reabertura assinalou, ontem à noite, "o fim da mais significativa componente de obra" que a autarquia está a desenvolver no âmbito da candidatura ao Programa Operacional Regional do Norte 2014-2020 (NORTE 2020), para requalificação dos museus municipais com objetivos de conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património cultural, apontou o presidente da Câmara do Porto.

O projecto configura uma ideia de Museu de Cidade constituído por múltiplos polos, cada um deles renovado e em permanente convite a novas descobertas, a novos públicos. A sua concretização permitiu já "melhorar de forma expressiva três espaços municipais integrados na Rede Portuguesa de Museus: a Casa-Museu Guerra Junqueiro [reaberta em Março do ano passado], a Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio [reaberta em Julho] e o Museu Romântico", como lembrou Rui Moreira.  

Neste âmbito, melhoraram-se as acessibilidades externas e internas, tornando os equipamentos culturais mais amigáveis e "mais próximos da ideia de um museu para todos", explicou o autarca, destacando a presença na equipa do arquiteto Camilo Rebelo, do cenógrafo Tito Celestino da Costa e da dr.ª Paula Costa. Sob a sua orientação, restauraram-se peças, melhoraram-se as apresentações das coleções, a imagem, as áreas dedicadas aos serviços educativos, indo ao encontro da crescente procura por parte do público nacional e estrangeiro.

Concluída a etapa, fica agora disponível a nova exposição permanente do Museu Romântico instalado na Quinta da Macieirinha, onde se recria o ambiente de uma casa de campo no Porto de meados do século XIX. Rui Moreira sublinhou mesmo que o edifício, que foi residência do rei Carlos Alberto de Sabóia exilado no Porto, era já antes desta requalificação "o mais visitado dos nossos espaços museológicos". Talvez porque - admitiu - "o ambiente de época, o nome, os jardins abertos ao público do Palácio de Cristal e da Casa Tait que o envolvem compõem um discreto charme que convida a entrar".


A atração aumenta com o recente restauro de três pianos-fortes do século XIX, de oito relógios em bronze e antimónio, de trajes agora expostos, a colocação no museu de 13 pinturas propriedade da Câmara do Porto que estavam em depósito no Museu Nacional Soares dos Reis, e de um conjunto de gravuras e pinturas da coleção Vitorino Ribeiro provenientes das Reservas Municipais, permitindo alargar as coleções em mostra pública e dar a fruir à cidade o seu património.

Além disso, o equipamento digital e multimédia interativo agora instalado convive bem com o espólio de séculos anteriores, ajudando a descobri-lo e abrangendo novos públicos com maior sensibilidade tecnológica.

O valor total do investimento neste museu foi superior a meio milhão de euros, sendo 85% (469.827,34€) financiados pelo NORTE 2020 e 15% (82.910,71€) suportados pela Câmara do Porto. Do valor global de 552.738,05€, 356.160€ dizem respeito a obras e 196.578,05€ à musealização.

O presidente da Câmara adiantou que a requalificação dos polos museológicos e interpretativos do Museu da Cidade prossegue e que, paredes-meias com o Museu Romântico, abrirá em breve as portas na Casa Tait o Centro Interpretativo dos Caminhos do Romântico, concluindo-se a reabilitação de três Caminhos do Romântico que datam do Porto 2001. No espaço de uma antiga escola primária que se encontrava arruinada, junto ao Museu Romântico e à Casa Tait, vai nascer um espaço inteiramente dedicado aos Serviços Educativos, criando-se ali um eixo cultural renovado.

Por outro lado, prossegue igualmente a componente imaterial do projeto financiado pelo NORTE 2020, estando em curso a preparação dos catálogos atualizados dos museus que foram intervencionados e a renovação do website e dos prospetos de divulgação em quatro línguas.

Ímpeto de renovação alargada
Mas "este ímpeto de renovação estendeu-se a outros espaços, já fora do âmbito desta candidatura financiada", disse ainda Rui Moreira, para sublinhar que as obras do Museu do Vinho do Porto na Rua da Reboleira "estão muito avançadas" e a abertura acontecerá ainda neste ano.

Também a Casa-Oficina António Carneiro está em processo de requalificação e foi já restaurado o seu acervo de pintura, enquanto se desenha o projeto para a sua reabertura.

Por seu lado, o Banco de Materiais, o Gabinete de Numismática, as Reservas dos Museus Municipais, todos estes polos do Museu da Cidade têm em curso projetos de requalificação e mudança de instalações, a somar ao Museu de História da Cidade, projeto já em desenvolvimento e que irá instalar-se no antigo Reservatório da Pasteleira.

"Estamos também a preparar o tratamento do espólio do antigo Museu da Indústria para que um dia seja, também ele, devolvido à cidade", referiu ainda o presidente. E concluiu com mais uma novidade: a equipa técnica dos museus preparou uma programação para este ano que dará a conhecer, uma sexta-feira por mês ao final da tarde, o que há de novo nestes espaços renovados. "Deixamos este desafio: descobrir, ao entardecer, os museus que se qualificam e reinventam", disse Rui Moreira.

O "novo" Museu Romântico da Quinta da Macieirinha
O Museu Romântico está instalado numa antiga casa de campo, construída por meados do século XVIII para habitação de recreio, que pertenceu a um abastado comerciante portuense, na designada Quinta do Sacramento ou da Macieirinha. Foi nesta casa que se instalou (após curta estada no atual Palacete dos Viscondes de Balsemão) o exilado Rei da Sardenha e Príncipe do Piemonte, Carlos Alberto de Sabóia-Carignano, aqui passando os seus últimos dias e vindo a morrer a 28 de julho de 1849. Deste monarca foi neta Dona Maria Pia, uma das últimas rainhas de Portugal.

A propriedade, integrada numa ampla zona verde composta pelos Jardins do Palácio de Cristal e pelos Jardins da Casa Tait, ambos abertos ao público e com vista sobre o rio e mar, foi adquirida pelo Município para aí instalar o Museu Romântico. Inaugurado em 1972, o Museu recria o ambiente exterior e interior de uma habitação burguesa do século XIX, equipado com mobiliário e objetos decorativos da época, bem como os aposentos que retratam a presença do rei Carlos Alberto, exibindo algumas réplicas dos móveis originais que se encontram expostos no Museo Nazionale del Risorgimento Italiano, em Turim, oferecidas pelo Rei Humberto de Itália.

Rua de Entre-Quintas, 220 (ao Palácio de Cristal)
Aberto ao público de terça-feira a domingo, entre as 10 e as 17,30 horas
Encerra à segunda-feira e dias feriados
Bilhete: 2,20€ (descontos a estudantes e seniores)
Entrada gratuita aos fins-de-semana
tel. 226 057 000
museuromantico@cm-porto.pt

Insólitos

Será o Castelo Branco?  Cascátas?



Congresso mundial do calçado no Porto está a gerar grande expectativa


Centenas de profissionais de diferentes países são aguardados no 20.º Congresso Mundial do Calçado, que se realiza no Porto nos dias 17 e 18 de Maio. O evento, de acordo com a organização local, está a gerar uma grande expectativa ao nível global, a qual pode ser já aferida tanto pelo número de candidaturas a apresentações no evento como pelas dezenas de jornalistas internacionais que já quiseram garantir a sua presença.

Segundo a Associação dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), 95 propostas de 19 países representativos dos principais "players" mundiais de calçado foram rececionadas durante o período de apresentação pública de ideias que precede o congresso.

China, Índia, Itália, México, Portugal e Espanha "foram os países mais representados" nas propostas validadas, cabendo agora aos oito especialistas que compõem o Comité Científico da União Internacional de Técnicos da Indústria do Calçado (UITIC) selecionar as melhores propostas a debater no evento.

Nesse "grupo restrito" de especialistas, adianta a associação, Portugal está representado pelo diretor-geral da APICCAPS, João Maia, e pela diretora da Unidade de Novos Materiais do Centro Tecnológico de Calçado, Maria José Ferreira.

O primeiro painel de oradores será conhecido no final de Fevereiro, sendo que serão selecionadas "25 a 30 apresentações" para debate no encontro, a realizar-se numa unidade hoteleira da cidade.

Salientando que esta edição do congresso da UITIC (a união internacional de especialistas do calçado) "está a gerar uma grande expectativa a nível internacional", a organização assinala o "crescimento de propostas relativamente aos congressos anteriores": "No último congresso realizado na Índia, por exemplo, apenas 13 países apresentaram candidaturas", recorda.
Para a secretária-geral do Comité Cientifico da UITIC, Françoise Nicolas, estes números revelam que "o congresso da UITIC é, cada vez mais, uma referência para o sector".

A edição de 2018 terá como tema "From Fashion to Factory: a new techological age", estando já definidos os painéis técnicos do encontro: "Novos produtos e novos serviços ligados às necessidades dos consumidores", "Desenvolvimento inteligente e produção: uma revolução tecnológica", "Sustentabilidade, transparência da cadeia de abastecimento e tendências regulatórias que afetam as fábricas" e "Fábricas centradas no homem e novas formas de gestão".

De acordo com a APICCAPS, são esperados no 20.º congresso da UITIC "centenas dos mais reputados especialistas mundiais do setor" do calçado, que Françoise Nicolas acredita que será "uma óptima oportunidade para conhecer especialistas relevantes das principais áreas de produção de calçado, ter informações detalhadas sobre o estado das inovações disponíveis e familiarizar-se com as principais orientações tecnológicas para o setor de calçado".

Para além dos dois dias de conferências, no âmbito do Congresso Mundial de Calçado será ainda organizado um programa de três dias de visitas a mais de duas dezenas de empresas portuguesas de calçado com o objetivo de dar a conhecer, "no terreno, a realidade nacional" da indústria de calçado.

"Outro dado relevante prende-se com a exposição mediática. Até ao momento está confirmada a visita de mais de 30 jornalistas a Portugal, oriundos de cerca de 20 países. A indústria portuguesa de calçado estará definitivamente, em 2018, na agenda mediática internacional", remata a APICCAPS. 
[daqui]

Ainda o "Coutinho"

Quando era miúda ele já existia. Imponente junto ao jardim, nunca conheci a cidade com outra paisagem. As polémicas à volta deste prédio eram muitas: umas a favor, outros contra tal e qual como nos dias de hoje. Contava-se que tinha sido embargado várias vezes aquando a sua construção mas o certo é que, dentro da volumetria estabelecida pelo concurso público que lhe deu origem, o “Coutinho” nasceu devidamente licenciado pela Câmara, no terreno do  antigo mercado, que tinha sido vendido em hasta pública. Por trás deste, nascera depois, o novo mercado que ali permaneceu durante muitos anos.
Quando soube da notícia da intenção de demolição, fiquei apreensiva. Não se falava em problemas na estrutura, não se falava em perigo iminente dos moradores do edifício, falava-se sim, de demolir por questões paisagísticas! Um milhão de euros será o custo da implosão mas já vários milhões terão sido gastos nas indemnizações aos proprietários das fracções, assim como na construção dos “caixotinhos” onde os realojaram. Curiosamente, os mentores deste “projecto” começaram por dizer que aquele espaço era crucial para a cidade pois pretendiam fazer nascer um centro de eventos. Ironicamente, acabou este por ser construído noutro local sem precisar do “Coutinho” para nada. Entretanto, outro iluminado veio a público dizer que a cidade, em dias de feira era um caos com carros e pessoas entupindo as artérias principais e que era imprescindível tirar o mercado dali, mesmo por trás do “Coutinho”! Levaram-no para o outro extremo da cidade e ali permaneceu até hoje. Mudam-se os tempos mudam-se as vontades e novamente os defensores da implosão, depois da catástrofe económica por demais evidente do centro da cidade em consequência de políticas mais direccionadas com questões paisagísticas, vêm agora dizer que aquele espaço é fundamental para a construção do novo mercado e consequente dinamização de Viana!!
Durante todos estes anos os políticos responsáveis por esta cidade andaram a brincar aos legos, construindo, destruindo, modificando, tirando, alterando não se importando, com essas decisões, pelas vidas das pessoas.  Do ponto de vista estético, realmente o Coutinho não está bem ali. Nem ali nem em nenhuma parte da cidade: é grande e não se enquadra numa urbanização que se quer rasteira, junto à margem do rio até à encosta de Santa Luzia. Mas foi aprovado em 1970 assim como outras torres , do lado esquerdo da ponte, já mais recentes, também elas abortos estéticos   e das quais, por enquanto ninguém fala. Principalmente depois de uma delas ter tido graves problemas de estrutura e ter inclinado como a torre de Pisa. Pois.
Aqui está em causa, acima de tudo, pessoas: as que moram no Coutinho e os contribuintes, ou seja, nós todos. Aos moradores foi-lhes dito de um dia para o outro que ficariam sem a casa que um dia compraram carregada de memórias de uma vida. É fácil opinar antes do mesmo drama bater às nossas portas. Mas alguém se imagina a ter de entregar ao Estado a sua casa a troco de seja lá o que for e viver noutro lugar qualquer onde não tem raízes ou não se identifica por uma questão meramente de … estética? A revolta é compreensível e a luta deles ainda mais. É uma vida a fugir-lhes pelos dedos sem razão plausível. Por outro lado há as questões financeiras que este projecto implica. Ora, pergunto se depois de tantos sacrifícios impostos pelo governo, todos dirigidos apenas e tão somente ao povo, se é justo que fiquem também a pagar uma implosão, indemnizações e construções  milionárias por causa destes visionários da estética?
Por outro lado, não acredito nem um pouco que ao trazer o novo mercado para dentro da cidade, ela volte a respirar a saúde de outros tempos. Não foi só a saída do mercado que matou o coração de Viana.  Um centro comercial dentro da cidade e os parques todos pagos incluindo à superfície, afastaram toda a gente do centro. E não é preciso ser-se perito em assuntos económicos para entender que não há veneno mais letal do que estes três ingredientes juntos! Sem mercado, com centro comercial cheio de lojas com descontos ao desbarato, reunindo um só espaço,  lazer, compras e restauração, e estacionamentos todos a pagar, os consumidores, preferem, o tudo em um, no conforto dum espaço  onde não há chuva nem vento e pagar parque por pagar, pois que seja no shopping onde as compras se fazem mais depressa!
Devolver o mercado ao centro da cidade é imperioso pois depois de tantas más decisões seria uma forma de minimizar os danos já provocados e restituir alguma cor e dinamismo de que a cidade tanto precisa. Mas há alternativas ao Coutinho. Quiçá não ficasse muito mais em conta, realojar as pessoas naquilo que já era delas, no Coutinho, e precisamente no local onde já era o mercado e passou a ser o habitáculo daqueles moradores, readaptá-lo   para ali se instalar o mercado. Curiosamente, tem arquitectura que se encaixa perfeitamente e no sítio exacto onde estava o anterior.
O que me parece é que, caso esta implosão siga em frente, estaremos a abrir um precedente no futuro. Estaremos todos a contribuir para que outras iniciativas deste género venham a acontecer não por questões de segurança das pessoas mas tão somente pelo imperioso interesse público que tanto pode ser por uma questão de estética como por  interesse de um lobbie.
É preciso recordar que o mesmo ex-ministro do ambiente que ordenou a demolição do Coutinho por questões ambientais, “Engº” José Sócrates, autorizou o Freeport em reserva ecológica provando assim que as políticas mudam-se à mercê dos interesses.
Resistem a isto 14 moradores. A Câmara garante que avança com demolição em Março e tudo isto com o dinheiro de TODOS os contribuintes! Outra vez.
É criminoso.
[Cristina Miranda, aqui]

Esta gentinha não tem vergonha

Maria de Lurdes Rodrigues condenada a três anos e seis meses de pena suspensa

A ex-ministra da Educação foi condenada a três anos e seis meses por prevaricação de titular de cargo políticos.

Dezembro de 2017ISCTE chumba Maria de Lurdes Rodrigues
A ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues foi avaliada com ‘Inadequado’ como professora do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, no período 2014–16.

Fevereiro de 2018Maria de Lurdes Rodrigues é a nova reitora do ISCTE
A ex-ministra da Educação de Sócrates ganhou a corrida às eleições para a reitoria do ISCTE. É a primeira vez que uma mulher comanda os destinos destes instituto.

Preço da habitação no Porto abaixo de Espinho e Loures


O preço da compra de habitação no Porto, por metro quadrado, está abaixo de concelhos como os de Espinho ou Loures e é quase metade do que se regista em Lisboa, segundo os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes a Janeiro de 2018. Na Invicta, o metro quadrado custa, em média, 1.254 euros, contra 2.315 euros em lisboa. 

A média nacional é, segundo o INE, de 912 euros, não muito mais baixo do que o valor que se verifica no Porto e que não pode ser comparado com zonas do interior e rurais, incluídas na estatística global. Cascais tem o valor mais alto, registando 2.410 euros, praticamente o dobro do Porto.
Nas freguesias com maior procura a diferença é, contudo, muito maior. No Centro Histórico do Porto, o valor do metro quadrado situa-se nos 1.445 euros por metro quadrado, ou seja, ainda assim muito abaixo da média de concelhos como os de Lisboa, Espinho ou Cascais. Em lisboa, os valores por metro quadrado na freguesia da Misericórdia atingem os 3.440 euros, ou seja, duas vezes e meia o registado no centro do Porto.

Estes números, divulgados pelo Jornal de Negócios na sua edição de 30 de Janeiro, citando o INE, são acompanhados pelos valores médios de arrendamento divulgados pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP).
Segundo esta associação, lisboa tem o preço por metro quadrado mais caro, com 14,00 euros, seguida de Cascais e Oeiras, ambas acima dos 10 euros. O Porto está cerca de 50% abaixo, com 9,73 euros por metro quadrado, em média. Os preços de arrendamento no Porto subiram 10%, contra 28% em lisboa.

A subida dos preços de venda e arrendamento deve-se a vários fatores, como o aumento do interesse pelas cidades, o aumento da atividade económica, a melhoria do nível de vida e, no caso do arrendamento, da nova Lei das Rendas, aprovada em 2012 e revista em 2017, por acordo entre o PS, PCP e BE.

A Lei de 2012 veio facilitar o despejo dos inquilinos incumpridores, o aumento de rendas antigas e estabeleceu como prazo cinco anos por contrato, o que permite uma maior rotatividade do parque habitacional, um aumento do valor do arrendamento e potencia a reabilitação urbana.

Como explicou Rui Moreira na quinta-feira passada no Parlamento, onde foi convidado a intervir no âmbito de uma comissão, as autarquias não têm qualquer poder sobre os processos de arrendamento, nem se pode esperar que, através de expedientes como o exercício do direito de preferência e com o orçamento municipal, se procure anular aquela que é uma Lei da Nação, aprovada pelos deputados na Assembleia da República.
O presidente da Câmara lembrou, até, que a lei em causa, embora aprovada em 2012, foi já na presente legislatura alterada pelo PS, PCP e BE, não tendo "porventura bem", revogado a duração dos contratos e a possibilidade de aumento de rendas.


Hecatombe humilhante: percebi porque um só defesa do Liverpool vale TODA a equipa do Porto. Ainda assim...

Tudo o que podia correr mal ao FC Porto correu ainda pior mas houve mais do que a lei de Murphy para explicar a goleada do Liverpool (5-0)

Com mais de 40 anos de sócio já vivi alguns pesadelos: quer nas Antas quer no Dragão, lembro-me de derrotas para a Taça de Portugal com equipas de segunda e até terceira. Para o campeonato, a derrota por 0-4 com o Nacional no Dragão... Alguns jogos na Liga dos Campeões em que o poderio do adversário era por demais evidente. Mas nas Antas sempre. Ou mesmo com equipas de treta, como um certo Whrexam que nos ganhou em 1988 por 3-4 e nos mandou borda fora da então Taça dos Campeões... Hoje, perder 0-5 em casa, mesmo para a Liga dos Campeões, NÃO JOGANDO A PONTA DE UM CHAVO, mesmo contra um Liverpool que tem o 7º maior orçamento da Europa do futebol... Francamente. Sinto-me humilhado e perfeitamente irritado. Inconcebível. A pior derrota de SEMPRE em casa não pode ficar impune.



Insólitos

Bifanas velhas??? Se a ASAE descobre...



A propósito do Dia dos Namorados

RELEMBRO OS MEUS AMIGOS QUE HOJE É DIA DOS NAMORADOS E QUARTA FEIRA DE CINZAS. NADA DE COMER CARNE!

Exposição de Camélias do Porto regressa ao Mosteiro de São Bento da Vitória


Com as japoneiras já a florir por todo o lado, anuncia-se a 23.ª Exposição de Camélias do Porto, marcada para os dias 3 e 4 de Março. Após ter passado pelo Palácio da Bolsa (2017) e Casa de Serralves (2016), o evento regressa ao Mosteiro de São Bento da Vitória, onde decorreu a edição de 2015.

Uma organização da Câmara do Porto com a Associação Portuguesa de Camélias, a iniciativa manifesta, anualmente, a forte expressão que a flor oriunda do sudeste asiático tem na paisagem da cidade. Esta importância é devidamente assumida com a marca "Porto. Cidade das Camélias", sob a qual desde 2015 se dá expressão a uma programação especial.

A mostra tem um carácter competitivo, com eleição da melhor camélia, da melhor camélia de origem portuguesa e do melhor arranjo floral. Haverá um conjunto de actividades complementares nos dois dias, que oportunamente será divulgado.

Organizada pela primeira vez em 1984, no Mercado Ferreira Borges, a Exposição de Camélias do Porto desperta, ano após ano, o entusiasmos dos muitos admiradores, colecionadores e produtores de camélias, que trazem a este evento os mais belos e perfeitos exemplares das suas coleções.

A camélia foi introduzida nos jardins do Porto no início do século XIX. Considerada então uma flor exótica, apresentada em feiras internacionais, foi adotada pelas famílias mais abastadas. Não tardou a espalhar-se pela cidade.

Capela do Sr. Pedra ontem


O Fantasporto está a chegar

Isto é um caso de polícia

Depois dos sucessivos eventos de doping que ocorreram ao longo do mandato de Luís Filipe Vieira (7, se contarmos apenas com os confirmados), das faltas aos controlos e dos avisos prévios, o Benfica criou finalmente um "departamento de antidopagem."
Mas o que é ao certo um departamento de antidopagem? Quais as suas funções? Não dopar? Ajudar a disfarçar as substâncias ilícitas?
E como é possível que o antigo presidente da Autoridade de Antidopagem de Portugal (ADOP), Luís Horta, vá agora trabalhar para uma instituição sobre a qual, ainda há pouco tempo, tinha a obrigação de se manter vigilante? Teremos aqui um novo Ricardo Costa? Ou um novo Rui Rangel, que tinha uma reforma dourada prometida na Universidade Benfica? Isto é tão escandaloso como seria o governador do Banco de Portugal ir trabalhar com Ricardo Salgado, após o seu mandato.
Serão agora mais fáceis de perceber os controlos antidoping surpresa a equipas contra as quais o Benfica ia jogar, a poucos dias dos encontros (V. Setúbal, Portimonense...), e que param os treinos por um dia inteiro?

[daqui]

Insólitos

Suspeitamos que algo de errado anda neste mundo!